
REDE DCC 1.0
Design de Interação para uma experiência de Dynamic Currency Conversion que ajudou portadores de cartões internacionais a fazer uma escolha de moeda com clareza durante uma transação de pagamento ativa.
Nos últimos oito meses da minha atuação na Môre Talent Tech, trabalhei com a REDE em experiências de pagamento digital. Uma das iniciativas foi um serviço de Dynamic Currency Conversion para portadores internacionais de cartões Mastercard e Visa usando terminais de pagamento da REDE no Brasil.
O foco foi tornar uma escolha financeira compreensível dentro de um fluxo transacional em tempo real.
Portadores de cartões internacionais precisavam decidir se concluíam a compra em BRL ou em sua moeda de origem enquanto já estavam dentro de um fluxo de pagamento ativo.
A experiência precisava comunicar essa decisão com clareza em Português e Inglês, mantendo coerência ao longo de múltiplos estados transacionais, incluindo processamento, autorização, erros, aprovação e recusa.
Como Senior Product Designer, estruturei a jornada ponta a ponta, os fluxos de interação e as interfaces da experiência de DCC, priorizando clareza, segurança e facilidade de uso.
Atuei em uma squad multidisciplinar, utilizando o Design System existente da REDE enquanto desenhava e documentava componentes adicionais necessários para a nova jornada.
A experiência foi desenhada para portadores internacionais de cartões vinculados a contas no exterior.
A linguagem de interação precisava permanecer legível na velocidade do terminal.
Idioma fazia parte do próprio design da transação. A experiência precisava permanecer compreensível para portadores internacionais de cartões, preservando a mesma estrutura de decisão, hierarquia e feedback transacional em Português e Inglês.
A consistência entre idiomas protegia clareza e confiança durante o pagamento.
O que parecia uma escolha simples de moeda se desdobrava em uma jornada completa de pagamento: seleção de moeda, informação de conversão, entrada de PIN, processamento, autorização, aprovação ou recusa, erros e estados de comprovante.
Cada estado precisava comunicar o que estava acontecendo, qual decisão era necessária e o que a pessoa deveria esperar em seguida, sem prejudicar a velocidade típica de uma interação em terminal de pagamento.
Um protótipo navegável não era necessário para esta entrega. O modelo de interação podia ser suficientemente revisado por meio dos estados transacionais estruturados, interfaces finais e revisão com stakeholders.
Evitar prototipação desnecessária manteve o trabalho focado nos artefatos necessários para levar a jornada à implementação.
A experiência proposta, os estados e as interfaces foram apresentados e revisados com stakeholders antes da entrega, permitindo avaliar a sequência transacional completa como um sistema coerente, e não como telas isoladas.
A revisão com stakeholders confirmou a continuidade em toda a sequência de pagamento.
A jornada de DCC foi documentada e entregue para implementação no produto da REDE, incluindo os estados transacionais necessários, comportamento de interface e componentes de suporte.
A entrega cobriu integridade da jornada e detalhamento de especificação orientado à implementação.
O trabalho transformou um novo requisito de conversão de moeda em uma jornada de pagamento bilíngue e estruturada, cobrindo toda a interação da escolha de moeda até a conclusão da transação.
O resultado foi uma experiência revisada e documentada, implementada dentro do ecossistema de pagamentos já existente da REDE.
Experiências de pagamento não são definidas apenas por sua ação principal. Processamento, espera, erros, autorização e confirmação também são partes igualmente importantes da experiência.
O DCC reforçou a importância de projetar estados transacionais como um sistema contínuo, e não como uma coleção de telas individuais.